Imersão Reencontro · Narrativa em 3 atosVoltar ao hub— Carta da Lilian —
Pra você, que faz tudo certo por fora e está cada vez mais distante de si.
Os três movimentos que me trouxeram de volta pra mim, e que hoje são o coração da Imersão Reencontro.
— Ato 1 —
Eu fui você.
Eu sei o que você está sentindo. E sei porque eu vivi.
Eu fui a mulher que dava conta. A que decidia, a que sustentava, a que era chamada quando o jogo apertava. Eu construí com gosto e o caminho me entregou tudo o que eu prometi pra mim. A casa, o cargo, o sobrenome dentro do mercado, os números fechados, a foto que faz as outras mulheres me chamarem de inspiração.
Eu não estou aqui pra renegar nada disso. Eu amo o jogo, continuo dentro dele. Só que tem uma camada que ninguém me avisou quando eu entrei.
Embaixo de cada conquista, uma fatura silenciosa foi sendo emitida. E ela só veio cobrar no dia em que eu sentei sozinha, com a agenda fechada, o extrato no positivo, o calendário em ordem, e descobri que não conseguia sentir nada. A fatura era essa: eu tinha ido me desconectando de mim devagar, por dentro de cada vitória, sem perceber.
É por isso que te digo que você não está cansada. Você está pagando o preço silencioso de uma vida inteira em performance, e você é a única que sabe. Por fora ninguém vê, por fora está tudo no lugar, mas você sabe que tem alguém aí, debaixo da empresária, esperando você voltar.
Isso não é exaustão. Isso é desconexão.
— Ato 2 —
A mulher que ficou pra trás.
A primeira coisa que mudou pra mim foi parar de procurar fora.
Eu tentei tudo o que o mercado oferecia. Retiro de fim de semana, coach de produtividade, método de respiração, discurso de feminilidade sagrada, planilha de propósito. Nada me serviu. Não porque era ruim, mas porque tudo aquilo me oferecia mais uma coisa pra fazer. Mais uma estratégia pra executar. Mais uma performance, agora travestida de autocuidado. E eu já executo bem demais, esse nunca foi o meu problema.
Quando eu percebi isso, parei. E pela primeira vez em muito tempo, olhei pra dentro com a atenção que eu sempre dei pra fora. E ali eu encontrei alguém. Uma mulher que tinha ficado pra trás em algum momento da subida. Aquela que aprendeu a calar pra que tudo continuasse andando, que esqueceu o próprio nome no meio do calendário, que ainda vivia debaixo da armadura, esperando eu chamar ela de volta.
Ela não tinha ido embora. Ela só estava em silêncio.
E aí ficou claro. O que eu precisava não era descanso, não era retiro, não era mais um método pra otimizar a entrega. Eu precisava de um reencontro. Era voltar pra ela, escutar o que ela tinha pra me dizer depois de tantos anos calada, fazer as pazes com o que eu deixei pra trás pra conseguir chegar onde cheguei.
Só que pra esse reencontro, eu não tinha mapa pronto. O mercado não me oferecia nada que servisse. Então eu fui buscar. Garimpei na Psicologia, que estudei na Unesp e que sustenta meu olhar clínico desde sempre. Mergulhei na psicanálise e na leitura sistêmica como ferramentas de análise, não como mística. Usei o que aprendi em duas décadas de Coaching, nas pós-graduações que cruzaram gestão e estratégia, e o que o meu próprio corpo finalmente conseguiu me contar quando eu parei de calar ele. Peguei o melhor de cada uma dessas frentes e fui montando, pra mim primeiro, um caminho de volta. E ele funcionou.
E quando funcionou, ficou impossível guardar pra mim. Porque essa mulher que ficou pra trás não é só minha. Ela mora dentro de cada empresária que eu olho no olho. E o que não existia pronto no mercado pra esse reencontro, agora existe.
— Ato 3 —
Por isso eu criei a Imersão Reencontro.
A Imersão Reencontro é uma imersão de um dia pra você reencontrar a mulher que está dentro de você, esperando há tempo demais. Pra fazer as pazes, no corpo, com a mulher por trás da empresária. Pra voltar pra casa com você de volta.
Reencontro porque essa mulher não foi embora. Ela só foi sendo coberta, camada por camada, conquista por conquista, papel por papel. Ela continua ali, debaixo da armadura. E o que muda uma vida não é virar outra pessoa, é voltar a habitar a sua, inteira.
Ninguém faz esse reencontro lendo um livro num domingo, ninguém faz sozinha numa terapia individual de hora marcada. Todo reencontro de verdade exige espaço marcado, exige tempo cerimonial, exige outras mulheres no mesmo gesto, na mesma sala, no mesmo dia.
Você entra como a empresária que dá conta de tudo, e sai do outro lado. Não outra mulher, a mesma mulher, inteira de novo.
Se você leu até aqui, é porque alguma parte de você reconheceu o que eu falei. Confia nela. Ela é exatamente a mulher que está te esperando do outro lado.
Eu vou estar lá. Você só precisa decidir que vai junto.